Mega Monalisa

Eu gosto muito deste site: Mega Monalisa.Com
Lá, o pessoal criativo pode postar a sua Monalisa, transformada do jeito que sua imaginação mandar! Os internautas podem votar nos trabalhos. Visite e vote! :)




Senhor Palha


Três historinhas pautam minha vida:
"A Arte de Formular um Desejo"; "Tudo que o Senhor Supremo faz é Bom" e "Senhor Palha".
Eu penso e comprovo que, seguindo os ensinamentos destas historinhas a vida fica muito mais fácil de ser vivida.

Hoje resolvi publicar o conto "Senhor Palha".





Era uma vez, há muitos e muitos anos atrás, é claro, porque as melhores histórias sempre se passam há muitos e muitos anos, um homem chamado Senhor Palha.

Ele não tinha casa, nem mulher, nem filhos. para dizer a verdade, só tinha a roupa do corpo. Pois o Senhor Palha não tinha sorte. Era tão pobre que mal tinha o que comer e era magrinho como um fiapo de palha. Por isso é que as pessoas o chamavam de Senhor Palha. Todo dia o Senhor Palha ia ao templo pedir à Deusa da Fortuna para melhorar sua sorte, e nada acontecia. Até que um dia, ele ouviu uma voz sussurar:

- A primeira coisa que você tocar quando sair do templo lhe trará grande fortuna.

O Senhor Palha levou um susto. Esfregou os olhos, olhou em volta, mas viu que estava bem acordado e o templo estava vazio. Mesmo assim, saiu pensando: "Eu sonhei ou foi a Deusa da Fortuna que falou comigo?" Na dúvida, correu para fora do templo, ao encontro da sorte. Mas na pressa, o pobre Senhor Palha tropeçou nos degraus e foi rolando aos tranbolhões até o final da escada, onde caiu na terra. Ao se por de pé, ajeitou as roupas e percebeu que tinha alguma coisa na mão. Era um fiapo de palha. "Bom", pensou ele, "um fiapo de palha não vale nada, mas, se a Deusa da Fortuna quis que eu pegasse, é melhor guardar."
E lá foi ele, segurando o fiapo de palha.

Pouco depois apareceu uma libélula zumbindo em volta da cabeça dele. Tentou espantá-la, mas não adiantou. A libélula zumbia loucamente ao redor da cabeça dele.
"Muito bem", pensou ele. "Se não quer ir embora, fique comigo."
Apanhou a libélula e amarrou o fiapo de palha no rabinho dela. Ficou parecendo uma pequena pipa, e ele continuou descendo a rua com a libélula no fiapo. Logo encontrou uma florista com o filhinho, a caminho do mercado, onde iam vender flores. Vinham de muito longe. O menino estava cansado, suado, e a poeira lhe trazia lágrimas aos olhos. Mas quando o menino viu a libélula zumbindo amarrada no fiapo de palha, seu rostinho se animou.
- Mãe, me dá uma libélula? _ pediu. - Por favor!
"Bom", pensou o Senhor Palha, "a Deusa da Fortuna me disse que o fiapo de palha traria sorte. mas esse garotinho está tão cansado, tão suado, que pode ficar mais feliz com um presentinho". E deu a libélula no fiapo para o garoto.
- É muita bondade sua - disse a florista. - Não tenho nada para lhe dar em troca além de uma rosa. Aceita?

O Senhor Palha agradeceu e continuou seu caminho, levando a rosa.
Andou mais um pouco e viu um jovem sentado num toco de árvore, segurando a cabeça entre as mãoes. Parecia tão infeliz que o Senhor Palha lhe perguntou o que havia acontecido.
- Vou pedir minha namorada em casamento hoje à noite - queixou-se o rapaz. -
Mas sou tão pobre que não tenho nada para dar a ela.
- Bom, também sou pobre - disse o Senhor Palha. - Não tenho nada de valor, mas se quiser dar a ela esta rosa, é sua.
O rosto do rapaz se abriu num sorriso ao ver esplêndida rosa.
- Fique com essas três laranjas, por favor - disse o jovem. - É só o que posso dar em troca.

O Senhor Palha seguiu andando, carregando três suculentas laranjas. Logo encontrou um mascate, ofegante. - Estou puxando a carrocinha o dia inteiro e estou com tanta sede que acho que vou desmaiar. Preciso de um gole de água.
-Acho que não tem nem um poço por aqui - disse o Senhor Palha. - Mas se quiser pode chupar estas três laranjas.
O mascate ficou tão grato que pegou um rolo da mais fina seda que havia na carroça e deu-o ao Senhor Palha, dizendo:
- O senho é muito bondoso. Por favor, aceite esta seda em troca.

E o Senhor Palha mais uma vez seguiu pela rua, como rolo de seda debaixo do braço.
Não deu dez passos e viu passar uma princesa numa carruagem. Tinha um olhar preocupado, mas sua expressão logo se alegrou ao ver o Senhor Palha.
- Onde arrumou essa seda? - gritou ela. - É justamente o que estou procurando. Hoje é aniversário de meu pai e quero dar um quimono real para ele.
- Bom, já que é aniversário dele, tenho prazer em lhe dar essa seda - disse o Senhor Palha.
A princesa mal podia acreditar em tamanha sorte.
- O senhor é muito generoso - disse sorrindo. - Por favor, aceite esta jóia em troca.
A carruagem se afastou, deixando o Senhor Palha segurando a jóia de inestimável valor refulgindo à luz do sol.

"Muito bem", pesou ele, "comecei com um fiapo de palha que não valia nada e agora tenho uma jóia. Acho que está bom."
Levou a jóia ao mercado, vendeu-a e, com o dinheiro, comprou uma plantação de arroz. Trabalhou muito, arou, semeou, colheu, e a cada ano a plantação produzia mais arroz. Em pouco tempo, o Senhor Palha ficou rico.
Mas a riqueza não o modificou. Sempre ofereceu arroz aos que tinham fome e ajudava a todos que o procuravam. Diziam que sua sorte tinha começado com um fiapo de palha, mas quem sabe foi com a generosidade?


Extraído do "Livro das Virtudes - volume II - O Compasso Moral" - de William J. Bennet





Vincent Van Gogh





"The more I think about it,
the more I realize
there is nothing more artistic
than to love others."



Starry Night
, oil on canvas by Vincent van Gogh, 1888; in the Musée d’Orsay, Paris.



E por falar em Primavera...


Flor




Quando vier a primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na
Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância
nenhuma

Se soubesse que amanhã morria
E a primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é seu tempo, quando havia ela de vir
senão no seu tempo?

Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não
gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder
ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

Alberto Caeiro/Fernando Pessoa



Non-Stop Fernando



Comercial da Emirates Airlines.

Vôo non-stop Dubai/São Paulo.
Premiado em Cannes.
Duração: 14h40min

Veja aos pouquinhos... ;)

Opção: YouTube











Bolo cremoso de coco de liquidificador

Não sei você, mas eu adoro côco e praticamente todas as receitas que levam este ingrediente.
Mas não gosto de côco verde e água de côco...

Abaixo uma receita bem fácil, daquelas de preguiçoso que encontrei num site de receitas muito bacanudo e completo:

Livro de Receitas

Visite! Tem coisas ótimas lá! ;)






3 (sopa) de farinha de trigo com fermento
1 (sopa) de fubá ou milharia
1 lata de leite condensado
1 lata de leite (a mesma medida)
50 gramas de floco de coco
200 ml leite de coco
4 ovos



Bater todos os ingredientes de menos o floco de coco, de deve ser colocado por último. Colocar em uma forma untada com margarina e enfarinhada. Levar ao forno alto preaquecido até dourar.


Smoke, Smoke, Smoke (that cigarette) - Asleep at the Wheel



Antes de mais nada, quero deixar claro que eu não fumo e sou muito chata com os fumantes... Na minha casa, por exemplo, é proibido fumar. Eu detesto cigarros e fumacês em geral.


Esta música toca na abertura do filme "Obrigado Por Fumar" e por acaso encontrei este vídeo com imagens de comerciais antigos, gostei da montagem que fizeram e compartilho com você! ;)










Vamos falar de Jazz?

Neste post você vai ler uma breve história do Jazz. No meu gosto pessoal, o mellhor estilo de música que há! :)

O texto foi retirado do excelente site eJazz. Vale a visita e o bookmark.

A imagem que ilustra o post chama-se Jazz Band, do artista Thierry Ona.



Nascido do blues, das work songs dos trabalhadores negros norte-americanos, do negro spiritual protestante e do ragtime, o jazz passou por uma extraordinária sucessão de transformações no século XX. É notável como essa música se modificou tão profundamente durante um período de apenas um século.

O termo jazz começa a ser usado no final dos anos 10 e início dos anos 20, para descrever um tipo de música que surgia nessa época em New Orleans, Chicago e New York. Seus expoentes são considerados "oficialmente" os primeiros músicos de jazz: a Original Dixieland Jass Band do cornetista Nick LaRocca, o pianista Jelly Roll Morton (que se auto-denominava "criador do jazz"), o cornetista King Oliver com sua Original Creole Jazz Band, e o clarinetista e sax-sopranista Sidney Bechet. Em seguida, vamos encontrar em Chicago os trompetistas Louis Armstrong e Bix Beiderbecke, e em New York o histriônico pianista Fats Waller e o pioneiro bandleader Fletcher Henderson. Em 1930 o jazz já possui uma "massa crítica" considerável e já se acham consolidadas várias grandes orquestras, como as de Duke Ellington, Count Basie, Cab Calloway e Earl Hines.

A evolução histórica do jazz, assim como da literatura, das artes plásticas e da música clássica, segue um padrão de movimento pendular, com tendências que se alternam apontando em direções opostas. Em meados dos anos 30 surge o primeiro estilo maciçamente popular do jazz, o swing, dançante e palatável, que agradava imensamente às multidões durante a época da guerra. Em 1945 surge um estilo muito mais radical e que fazia menos concessões ao gosto popular, o bebop, que seria revisto, radicalizado e ampliado nos anos 50 com o hard bop. Em resposta à agressividade do bebop e do hard bop, aparece nos anos 50 o cool jazz, com uma proposta intelectualizada que está para o jazz assim como a música de câmara está para a música erudita.

O cool e o bop dominam a década de 50, até a chegada do free jazz, dando voz às perplexidades e incertezas dos anos 60. No final dos anos 60, acontece a inevitável fusão do jazz com o rock, resultando primeiro em obras inovadoras e vigorosas, e posteriormente em pastiches produzidos em série e de gosto duvidoso. Hoje existe espaço para cultivar todos os gêneros de jazz, desde o dixieland até o experimentalismo free, desde os velhos e sempre amados standards até as mais ambiciosas composições originais para grandes formações. Mas qual seria o estilo de jazz próprio dos dias de hoje? Talvez o jazz feito com instrumentos eletrônicos - samplers e sequenciadores - num cruzamento com o tecno e o drum´n´bass. Se esse jazz possui a consistência para não se dissolver como tantos outros modismos, só o tempo dirá.




Jack, o Estripador


O mistério em torno dos assassinatos de algumas prostitutas em Whitechapel, Londres, em 1888 ainda hoje fascina muita gente. Há filmes e livros que falam sobre o assunto. Quem foi Jack, o Estripador? A resposta definitiva provavelmente está perdida para sempre...



Jack, o estripador foi um assassino que assustou Londres no final do século XIX. No dia 7 de agosto de 1888, um morador de um conjunto habitacional de East End, um bairro pobre de Londres, encontrou o corpo da prostituta Martha Turner. Martha foi a primeira vítima de Jack. Depois dela vieram mais quatro, todas meretrizes que freqüentavam os bares da região. A última foi assassinada em 9 de novembro de 1888. Há ainda outros casos atribuídos ao assassino, mas podem ter sido cometidos por psicóticos motivados pela fama que Jack alcançou. Ele não foi o primeiro assassino em série que se tem notícia, mas sua história fez sucesso porque foi a primeira a surgir numa metrópole em uma época em que a imprensa já tinha grande força. Jack, o estripador é como se identificou o remetente de uma carta enviada pelo suposto assassino para a Agência Central de Notícias.

Jack estrangulava suas vítimas e depois as mutilava com facadas. Na opinião dos médicos que examinaram os cadáveres, ele tinha conhecimentos de anatomia. Em um caso, ele retirou um rim sem danificar os órgãos que estavam ao redor. Em outro, removeu órgãos sexuais com um único golpe de faca. A identidade verdadeira de Jack nunca foi descoberta, apesar de vários suspeitos terem sido indicados. A polícia fez o que pode, mas foi desmoralizada. O inspetor Charles Warren, que comandava as investigações, demitiu-se depois de dar sua última ordem: fotografar os olhos de uma das prostitutas, pois acreditava-se que uma pessoa guardava na retina a última imagem vista antes de morrer.


FONTE


Mais sobre Jack, the Ripper, AQUI (em inglês)


Old Postcards From Brazil



Já comentei anteriormente que gosto muito de imagens vintage. E o site Old Postcards From Brazil disponibiliza vários cartões antigos, organizados por tema. Muito bacanudo! :)




Pastorais: Daphnis e Chloé


"Daphnis e Chloé" é um texto literário, provavelmente dos séculos II ou III d.C. É atribuído a Longus, embora não se tenha uma referência muito acurada a respeito disto.




Daphnis e Chloé eram duas crianças, pastores, que viviam na guarda de seus rebanhos de cabras e ovelhas; eles viviam num lindo bosque dedicado às ninfas e ao deus Pan, próximo à cidade de Mitiléne, na Ilha de Lesbos.

Haviam sido abandonados por seus pais, quando ainda bebês, neste bosque; e aí foram acolhidos e adotados por dois casais de pastores. Os objetos de reconhecimento, encontrados ao lado de cada um dos bebês, quando eles foram achados pelos pastores, sugeriam que eles deviam ser filhos de famílias abastadas. Por isso, a intenção dos pais adotivos era a de criá-los como tal, com cuidados muito especiais, e não como simples pastores.

Entretanto, o deus Eros apareceu, em sonhos, a estes pastores e lhes ordenou a criar os meninos no bosque, nos afazeres da vida pastoril.

Assim, então cresceram, Daphnis – o menino; e Chloé – a menina: no cuidado diário dos animais, em meio aos encantos do bosque, ela tecendo oferendas às ninfas e ele, homenageando o deus Pan com os sons magníficos de sua flauta, a siringe.

Mas a intenção de Eros era transformá-los no mais belo e famoso casal de amantes do mundo!

E eis que, um dia, Daphnis caiu numa armadilha para lobos e ficou muito sujo de lama. Chloé, então, o ajudou a sair do fosso e a lavar-se. E foi nisso que, ao ver Daphnis banhar-se, ela se deslumbrou com a beleza de seu corpo nu, a cor de sua pele, a sua tez; e o sentiu com suas próprias mãos, e ficou fascinada!

E a partir de então, ei-la toda tomada pelo desejo ardente de voltar a vê-lo. Tal desejo a dominava inteiramente, a capturava por completo; ela já não conseguia dormir, alimentava-se mal, não mais cuidava de seus rebanhos; sua vida era, toda, aquele desejo...

Então o boiadeiro Dorcon apaixonou-se por ela. E lançou, a Daphnis, seu desafio; e, ao vencedor, o beijo de Chloé!

Daphnis enfrentou-o e venceu, e ganhou o beijo dela!

E aí, tudo aquilo que ela sentira ao vê-lo banhar-se, é ele que, a partir de agora, vai sentir também, ao provar o calor de seu beijo.

E ei-lo dominado pelo mesmo desejo; já não tinha paz, não mais conseguia dormir, nem comer, presa do mesmo mal. "Será que o beijo dela é venenoso?", perguntava-se, muitas vezes; ao que ele próprio retrucava: "se assim o fosse, ela mesma já teria morrido..."

Assim os dias se desenrolavam, o tempo passava e aquele desejo ardente os envolvia por completo e os embaraçava cada vez mais.

Então...

Lá distante, Eros apareceu ao bom velho Philétas. Ele era o mais velho da redondeza, homem justo e o mais hábil tocador de siringe. Eros lhe apareceu como um menino travesso, a destruir seu belo jardim; foi levar-lhe a missão de ir ter com Daphnis e Chloé, para lhes falar das coisas do Amor.

Foi, então, Philétas ao encontro dos meninos, no Bosque das Ninfas. E cumpriu sua missão, dizendo a Daphnis que toda aquela inquietação que os dominava, a tormenta que os envolvia, a ele e a Chloé, aquela doença era o Amor. E mais, foi-lhes levar também o remédio: que se abraçassem, se beijassem como já faziam; mas também que se deitassem nus, um lado do outro! Eis aí a receita...

Texto de Lúcia Azevedo

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